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12/10/2008
Símbolos e Cultura
1. A informação
que
orienta grande parte da atividade humana é simbólica e não genérica. Ao
contrário dos insetos sociais, os homens criam os códigos que orientam seus
comportamentos, interações e modos de organização social.
2. A cultura é o sistema de
símbolos que uma população cria e usa para organizar-se, facilitar a
interação e para regular o comportamento.
3. Há muitos sistemas
de símbolos dentre uma população, mas entre as mais importantes estão:
a) sistemas de linguagem que as pessoas usam
na comunicação;
b) sistemas de tecnologia que incorporam o
conhecimento sobre como dominar o meio ambiente;
c) sistemas de valores que dizem respeito
aos princípios de bom e mau, de certo e errado;
d) sistemas de crença que organizam as
cognições das pessoas sobre o que deveria existir e realmente existe em
situações e espaços específicos;
e) sistemas normativos que dão expectativas
gerais e específicas sobre como as pessoas devem se comportar em diversas
situações; e
f) estoques de conhecimento, que dispõe de
informação implícita que as pessoas inconscientemente usam para compreender
as situações.
4. A cultura varia dentro e entre as
sociedades, e essa situação geralmente leva ao conflito entre aqueles que
possuem valores, crenças ou normas diferentes. Alguns conflitos permanecem
no nível simbólico, mas o conflito geralmente surge do combate aberto entre
partes com crenças diferentes.
5. As subculturas surgem e persistem em sociedades completas, cada uma revelando
alguns sistemas de símbolos distintos. Às vezes, o conflito é evidente
entre as subculturas especialmente quando algumas
subculturas são capazes de impor seus símbolos às
outras.
6. Sistemas
de símbolos geralmente revelam contradições e incoerências, uma situação
que pode colocar os indivíduos em conflito pessoal, e às vezes grupal.
7. O etnocentrismo é um subproduto
inevitável das diferenças culturais, com indivíduos que vem como inferiores
aqueles símbolos culturais distintos dos seus. O etnocentrismo produz
preconceitos que geralmente vêm à tona em conflitos declarantes.
Bibliografia:
TURNER, Jonathan
H. Sociologia: Conceitos e aplicações.
São Paulo: Makron Books, 1999.

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