|
12/10/2008
A Natureza e as
origens da Sociologia
1. A Sociologia é o estudo dos fenômenos sociais, da
interação e da organização social.
2. A Sociologia é importante para cada dia de nossas vidas
pois fornece instrumentos para entender as forças externas que regulam
nossos pensamentos, percepções e ações.
3. A Sociologia surge sob as condições de mudanças
associadas com:
a) o declínio do feudalismo e o aparecimento
do comércio, da indústria e da urbanização;
b) o movimento intelectual conhecido como Iluminismo, no qual
a ciência e o pensamento laico e os mundos físico, biológico e social
poderiam prosperar; c) o choque traumático e a mudança social brusca
decorrente da Revolução Francesa.
4. O nome Sociologia foi proposto pelo
pensador francês, Auguste Comte, que acreditava que
a ciência da sociedade poderia competir com as ciências naturais. Comte
também sentia que o descobrimento das leis da organização social humana
poderia ser usado para reconstruir a sociedade de uma forma mais humana.
5. Herbert
Spencer na Inglaterra simultaneamente argumentava que as leis da
organização humana poderia ser desenvolvidas. Essas leis iriam
concentrar-se no crescimento e na complexidade da sociedade, visto que
estas causas criavam pressões para:
a) o aumento da interdependência e troca
entre as pessoas e organização da sociedade; e
b) o aumento do uso do poder para regular,
controlar e coordenar as atividades desses membros e unidades
organizacionais. Spencer fundou uma teoria sociológica conhecida como
funcionalismo, em que a função de uma estrutura social na manutenção da
sociedade era enfatizada.
6, Émile
Durkhein adotou as idéias de Spencer, mas deu continuidade à tradição
francesa de enfatizar a importância das idéias culturais para a integração
da sociedade. Como Spencer, ele era um funcionalista e acreditava que as
leis da organização humana poderiam ser descobertas, mas acrescentou a
teoria de Spencer a importância de se descobrir as causas e funções dos
símbolos que buscam integrar a sociedade.
7. Karl
Marx,
um alemão que foi expulso de sua terra natal e que acabou se estabelecendo
na Inglaterra, enfatizou a natureza contraditória da sociedade, inspirando
uma teoria conhecida como a teoria do conflito ou sociologia do conflito.
Na opinião de Marx, as desigualdades na distribuição de meios de produção
armam o palco para a transformação da sociedade, pois as pessoas sem os
meios de produção se organizam para entrar em conflito com aqueles que
controlam a produção, que detém o poder, e que manipulam os símbolos
culturais para legitimar seus privilégios. Ao contrário de Comte, Spencer e
Durkhein, Mark não acreditava no desenvolvimento de leis gerais para a
organização humana.
8. Max Weber, outro importante
fundador alemão da sociologia engajou-se num diálogo vitálico mas
silencioso com Marx, enfatizando que
a desigualdade é multidimensional e não exclusivamente baseada na economia,
que o conflito é contingente em condições históricas e não é o resultado inevitável
e inexorável da desigualdade, e que
a mudança poderia ser causada pelas “idéias” assim como a base
material e econômica de uma sociedade. Ele também realçou que a sociologia
deve olhar tanto para a estrutura da sociedade como um todo para as desigualdades
que os indivíduos conferem para essas estruturas. Como Mark, ele duvidava
de que houvesse leis gerais da organização humana, mas, ao contrário de
Marx, ele sentia que é necessário que sejam isentas de juízos de valor, ou
objetivos, na descrição e análise dos fenômenos sociais.
9. A Sociologia
norte-americana antiga adotava as idéias européias para problemas específicos
associados com a urbanização e a industrialização, mas de fato iniciou duas
importantes tendências:
a) o uso ampliado das técnicas estatísticas,
qualitativas;
b) a proposta teórica conhecida como
Interacionismo, em que a ênfase é dada aos processos que sustentam e
transformam a sociedade, através de interações face a face.
10. A Sociologia é agora uma área ampla e
diversa que analisa todas as facetas da cultura, da estrutura social, do
comportamento e interação da mudança social.
Bibliografia:
TURNER, Jonathan
H. Sociologia: Conceitos e aplicações.
São Paulo: Makron Books, 1999.

|